O que de mais interessante ocorreu em Sangue Furtivo foram os episódios sobre o funcionamento da competição de poder numa alcateia de lobisomens, a dicotomia entre o cerimonial severo de um funeral em que os fatos e a disposição agrilhoam a natureza dos lobisomens e as provas físicas onde toda a violência dessa natureza se solta.
Ocupam dois capítulos que acabam afogados no meio de mais uma quantidade de incontáveis peripécias e uma aventura semi-policial que já em pouco diferem das que surgiram nos livros anteriores.
Aliás, na vida dos personagens, a cada poucas semanas estão envolvidos em mais destes eventos exagerados. Para uma rapariga a tentar passar despercebida e uma raça a tentar imiscuir-se em sociedade, é impressionante como a realidade acaba por ser tão contrariadora.
Se se trata de uma obrigação para com os leitores, de os manter surpreendidos e entretidos, seria também necessário começar a construir eventos que tenham repercussões de futuro e não deixar que os seus efeitos terminem no final do próprio livro.
Esta saga, neste momento, precisa de um livro que não tenha de ser emocionante, que possa ser apenas uma construção teórica e demorada das linhas mais importantes de uma mitologia moderna para um conjunto cada vez mais vasto de criaturas sobrenaturais.
Correr o risco de ser aborrecida por um livro pode ser a forma de levar a saga Sangue Fresco um pouco mais além e de reconquistar leitores.
Ocupam dois capítulos que acabam afogados no meio de mais uma quantidade de incontáveis peripécias e uma aventura semi-policial que já em pouco diferem das que surgiram nos livros anteriores.
Aliás, na vida dos personagens, a cada poucas semanas estão envolvidos em mais destes eventos exagerados. Para uma rapariga a tentar passar despercebida e uma raça a tentar imiscuir-se em sociedade, é impressionante como a realidade acaba por ser tão contrariadora.
Se se trata de uma obrigação para com os leitores, de os manter surpreendidos e entretidos, seria também necessário começar a construir eventos que tenham repercussões de futuro e não deixar que os seus efeitos terminem no final do próprio livro.
Esta saga, neste momento, precisa de um livro que não tenha de ser emocionante, que possa ser apenas uma construção teórica e demorada das linhas mais importantes de uma mitologia moderna para um conjunto cada vez mais vasto de criaturas sobrenaturais.
Correr o risco de ser aborrecida por um livro pode ser a forma de levar a saga Sangue Fresco um pouco mais além e de reconquistar leitores.

Sangue Furtivo (Charlaine Harris)
Saída de Emergência
1ª Edição - Abril de 2010
256 páginas



