Tenho percorrido incessantemente as livrarias, papelarias e quiosques de Lisboa em busca da revista Os Meus Livros deste mês de Março.
Cada revista traz um livro (de entre vários de uma lista) de oferta e eu estou à procura de um em específico que teima em me escapar.
Nessa demanda, entrei numa papelaria tão apertada quanto movimentada.
Como sou preguiçoso e não tenho um gosto masoquista por levar encontrões, perguntei à "menina da caixa" Tem a revista Os Meus Livros?.
A sua resposta, num português acentuadamente nascido no Brasil, foi Mão livres?.
Eu lá repeti, mais pausada e soletradamente Os Meus Livros!.
Ela virou-se para a outra "menina da caixa", esta falante de português de Portugal, perguntando-lhe pela revista.
A resposta recebi-a eu, Isso é uma revista sobre o quê?.
Quando olhei para ela, senti a minha cara contorcer-se com o enorme espanto de pura incompreensão.
Respondi-lhe o mais delicadamente que consegui fingir Sobre livros! quando na minha mente a resposta ia mais na linha do Mas você é completamente burra?.
(Espero que ela não tenha percebido pela entoação a resposta que deixei muda na minha mente, que eu não gosto de insultar as pessoas, nem sequer nos confins da minha mente.)
Finalmente lá me disse que não recebem "disso".
O que se passará neste país?
Que não se lê já eu sei bem, mas que haja este desprezo por uma revista com base no seu tópico é muito mais gravoso.
Os outros não têm direito a ler a revista?
Se ninguém a apresentar ao público, como saberão se alguém se interessa por ela?
Mas, claro, o mais chocante de toda esta história é a gritante incapacidade de se associar um tema de uma revista ao seu título.
Será que Os Meus Livros divide a mente de uma pessoa entre Cultura e Culturismo?
Ou será que se eu perguntasse pela revista Caça e Pesca, a "menina da caixa" me perguntaria igualmente de que tratava a revista?
É certo que eu, preguiçoso físico, poderia ter vasculhado a atafulhada papelaria em busca do 1/4 de capa de revista que fica exposta ao público.
Mas não merecia, também, ser recompensado com tamanha preguiça mental.
Cada revista traz um livro (de entre vários de uma lista) de oferta e eu estou à procura de um em específico que teima em me escapar.
Nessa demanda, entrei numa papelaria tão apertada quanto movimentada.
Como sou preguiçoso e não tenho um gosto masoquista por levar encontrões, perguntei à "menina da caixa" Tem a revista Os Meus Livros?.
A sua resposta, num português acentuadamente nascido no Brasil, foi Mão livres?.
Eu lá repeti, mais pausada e soletradamente Os Meus Livros!.
Ela virou-se para a outra "menina da caixa", esta falante de português de Portugal, perguntando-lhe pela revista.
A resposta recebi-a eu, Isso é uma revista sobre o quê?.
Quando olhei para ela, senti a minha cara contorcer-se com o enorme espanto de pura incompreensão.
Respondi-lhe o mais delicadamente que consegui fingir Sobre livros! quando na minha mente a resposta ia mais na linha do Mas você é completamente burra?.
(Espero que ela não tenha percebido pela entoação a resposta que deixei muda na minha mente, que eu não gosto de insultar as pessoas, nem sequer nos confins da minha mente.)
Finalmente lá me disse que não recebem "disso".
O que se passará neste país?
Que não se lê já eu sei bem, mas que haja este desprezo por uma revista com base no seu tópico é muito mais gravoso.
Os outros não têm direito a ler a revista?
Se ninguém a apresentar ao público, como saberão se alguém se interessa por ela?
Mas, claro, o mais chocante de toda esta história é a gritante incapacidade de se associar um tema de uma revista ao seu título.
Será que Os Meus Livros divide a mente de uma pessoa entre Cultura e Culturismo?
Ou será que se eu perguntasse pela revista Caça e Pesca, a "menina da caixa" me perguntaria igualmente de que tratava a revista?
É certo que eu, preguiçoso físico, poderia ter vasculhado a atafulhada papelaria em busca do 1/4 de capa de revista que fica exposta ao público.
Mas não merecia, também, ser recompensado com tamanha preguiça mental.
Site da revista Os Meus Livros: http://www.oml.com.pt/